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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

DILMA ENCONTRA AMIGOS EM CUBA

Geografia da América Latina

II Cúpula da comunidade dos Estados Latino-americanos e caribenhos, em Cuba (Nesse clube Obama não entra)

                                           Presidenta Dilma e o líder cubano Fidel Castro
 
 
A presidenta Dilma Rousseff participa, nesta terça-feira (28), da II Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC), em Havana, Cuba. Para o subsecretário-geral da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, Antonio José Ferreira Simões, o encontro representa a celebração de um novo momento, de integração, em que se cria uma agenda comum entre os países participantes do grupo.

“A CELAC em Cuba tem grande significado porque, rompendo com o passado de isolamento, Cuba não só está inserida dentro dela, como é presidente. E todos os chefes de Estado e de governos vão a Cuba nessa celebração de um novo momento da América Latina e do Caribe, e de um novo momento da integração. Outro ponto extremamente importante que tem a CELAC é que ela cria uma agenda comum. Antes da CELAC haviam agendas separadas, que não se comunicavam. Hoje, todos os países do Sul, na América Latina e no Caribe, têm uma agenda política e de cooperação em conjunto”, afirmou. 
Em conversa com o Blog do Planalto, Antonio Simões explicou que no encontro será aprovado um plano de ação com pontos importantes para o Brasil, e cerca de 30 comunicados especiais.

“Nesse plano de ação, nós vamos delimitar quais as áreas importantes para tratarmos no ano que vem; e várias dessas áreas são muito significativas para o Brasil. Lá está, por exemplo, a questão da agricultura familiar, a questão de ciência e tecnologia. Por sinal, esse ano, o Brasil sediou duas reuniões: uma de agricultura familiar, em Brasília, e outra de ciência e tecnologia no polo tecnológico de Itaipu. A ideia é construir em conjunto, nessas áreas muito concretas, a cooperação entre todos os países da América do Sul e Caribe”, finalizou o subsecretário-geral. 

Segundo o embaixador do Brasil em Cuba, Cesário Melantonio Neto, há espaços na CELAC para a pluralidade de pontos de vista de mais de três dezenas de países.

“As expectativas do Brasil para a CELAC são muito positivas, porque, sendo já a segunda cúpula, o grande interesse do Brasil é a maior institucionalização da CELAC. A CELAC já se fortaleceu com a sua criação e a primeira cúpula, mas uma das prioridades seria aumentar o relacionamento da CELAC com terceiros países, do ponto de vista do Brasil, como o IBAS, o BRICS e outros agrupamentos regionais”, explicou o embaixador.

A CELAC

A CELAC teve sua criação iniciada durante a Cúpula da Unidade da América Latina e do Caribe, realizada na Riviera Maya (México), em fevereiro de 2010, e o processo de constituição finalizado durante a Cúpula de Caracas, em dezembro de 2011, realizada na Venezuela. Ela agrupa os 33 países da região, assumindo o patrimônio histórico da Cúpula da América Latina e o Caribe sobre Integração e Desenvolvimento (CALC) e da Cúpula de Mecanismo Permanente de Consulta e Concertação Política da América Latina e do Caribe (Grupo do Rio).

A CELAC busca aprofundar a integração política, econômica, social e cultural da América Latina e Caribe, tendo como base o pleno respeito pela democracia e pelos direitos humanos. A 1ª Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos foi realizada, em janeiro de 2013, em Santiago (Chile). Esta II Cúpula marca uma etapa de consolidação do mecanismo regional. Ao longo de 2013, fortaleceu-se a articulação latino-americana e caribenha nas Nações Unidas; avançou-se no diálogo com grandes países emergentes, como Rússia e China; e deu-se prosseguimento à cooperação sobre políticas públicas e projetos de cooperação internacional.

A II Cúpula tem como tema a “Luta contra a fome, a pobreza e as desigualdades na América Latina e Caribe”. O momento é bastante propício para o reconhecimento dos expressivos avanços regionais logrados nessa matéria nos últimos dez anos. Desde 2002, as taxas de pobreza e de extrema pobreza foram reduzidas substancialmente na América Latina e no Caribe (respectivamente, de 42% para 27% e de 19% para 11%, de acordo com dados da CEPAL).

Fonte: http://www.conversaafiada.com.br/politica/2014/01/28/dilma-encontra-amigos-em-cuba/

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Sonho americano? Conheça 10 fatos chocantes sobre os EUA

Maior população prisional do mundo, pobreza infantil acima dos 22%, nenhum subsídio de maternidade, graves carências no acesso à saúde… bem-vindos ao “paraíso americano”
 
 
 
Os EUA costumam se revelar ao mundo como os grandes defensores das liberdades, como a nação com a melhor qualidade de vida do planeta e que nada é melhor do que o “american way of life” (o modo de vida americano). A realidade, no entanto, é outra. Os EUA também têm telhado de vidro como a maioria dos países, a diferença é que as informações são constantemente camufladas. Confira abaixo 10 fatos pouco abordados pela mídia ocidental.
 
1. Maior população prisional do mundo
Elevando-se desde os anos 80, a surreal taxa de encarceramento dos EUA é um negócio e um instrumento de controle social: à medida que o negócio das prisões privadas alastra-se como uma gangrena, uma nova categoria de milionários consolida seu poder político. Os donos destas carcerárias são também, na prática, donos de escravos, que trabalham nas fábricas do interior das prisões por salários inferiores a 50 cents por hora. Este trabalho escravo é tão competitivo, que muitos municípios hoje sobrevivem financeiramente graças às suas próprias prisões, aprovando simultaneamente leis que vulgarizam sentenças de até 15 anos de prisão por crimes menores como roubar chicletes. O alvo destas leis draconianas são os mais pobres, mas, sobretudo, os negros, que representando apenas 13% da população norte-americana, compõem 40% da população prisional do país.
2. 22% das crianças americanas vive abaixo do limiar da pobreza.
Calcula-se que cerca de 16 milhões de crianças norte-americanas vivam sem “segurança alimentar”, ou seja, em famílias sem capacidade econômica para satisfazer os requisitos nutricionais mínimos de uma dieta saudável. As estatísticas provam que estas crianças têm piores resultados escolares, aceitam piores empregos, não vão à universidade e têm uma maior probabilidade de, quando adultos, serem presos.
3. Entre 1890 e 2012, os EUA invadiram ou bombardearam 149 países.
O número de países nos quais os EUA intervieram militarmente é maior do que aqueles em que ainda não o fizeram. Números conservadores apontam para mais de oito milhões de mortes causadas pelo país só no século XX. Por trás desta lista, escondem-se centenas de outras operações secretas, golpes de Estado e patrocínio de ditadores e grupos terroristas. Segundo Obama, recipiente do Nobel da Paz, os EUA conduzem neste momente mais de 70 operações militares secretas em vários países do mundo.
O mesmo presidente criou o maior orçamento militar norte-americano desde a Segunda Guerra Mundial, superando de longe George W. Bush.
4. Os EUA são o único país da OCDE que não oferece qualquer tipo de subsídio de maternidade.
Embora estes números variem de acordo com o Estado e dependam dos contratos redigidos por cada empresa, é prática corrente que as mulheres norte-americanas não tenham direito a nenhum dia pago antes ou depois de dar à luz. Em muitos casos, não existe sequer a possibilidade de tirar baixa sem vencimento. Quase todos os países do mundo oferecem entre 12 e 50 semanas pagas em licença maternidade. Neste aspecto, os Estados Unidos fazem companhia à Papua Nova Guiné e à Suazilândia.
5. 125 norte-americanos morrem todos os dias por não poderem pagar qualquer tipo de plano de saúde.
Se não tiver seguro de saúde (como 50 milhões de norte-americanos não têm), então há boas razões para temes ainda mais a ambulância e os cuidados de saúde que o governo presta. Viagens de ambulância custam em média o equivalente a 1300 reais e a estadia num hospital público mais de 500 reais por noite. Para a maioria das operações cirúrgicas (que chegam à casa das dezenas de milhar), é bom que possa pagar um seguro de saúde privado. Caso contrário, a América é a terra das oportunidades e, como o nome indica, terá a oportunidade de se endividar e também a oportunidade de ficar em casa, torcendo para não morrer.
6. Os EUA foram fundados sobre o genocídio de 10 milhões de nativos. Só entre 1940 e 1980, 40% de todas as mulheres em reservas índias foram esterilizadas contra sua vontade pelo governo norte-americano.
Esqueçam a história do Dia de Ação de Graças com índios e colonos partilhando placidamente o mesmo peru em torno da mesma mesa. A História dos Estados Unidos começa no programa de erradicação dos índios. Tendo em conta as restrições atuais à imigração ilegal, ninguém diria que os fundadores deste país foram eles mesmos imigrantes ilegais, que vieram sem o consentimento dos que já viviam na América. Durante dois séculos, os índios foram perseguidos e assassinados, despojados de tudo e empurrados para minúsculas reservas de terras inférteis, em lixeiras nucleares e sobre solos contaminados. Em pleno século XX, os EUA iniciaram um plano de esterilização forçada de mulheres índias, pedindo-lhes para colocar uma cruz num formulário escrito em idioma que não compreendiam, ameaçando-as com o corte de subsídios caso não consentissem ou, simplesmente, recusando-lhes acesso a maternidades e hospitais. Mas que ninguém se espante, os EUA foram o primeiro país do mundo oficializar esterilizações forçadas como parte de um programa de eugenia, inicialmente contra pessoas portadoras de deficiência e, mais tarde, contra negros e índios.
7. Todos os imigrantes são obrigados a jurarem não ser comunistas para poder viver nos EUA.
Além de ter que jurar não ser um agente secreto nem um criminoso de guerra nazi, vão lhe perguntar se é, ou alguma vez foi membro do Partido Comunista, se tem simpatias anarquista ou se defende intelectualmente alguma organização considerada terrorista. Se responder que sim a qualquer destas perguntas, será automaticamente negado o direito de viver e trabalhar nos EUA por “prova de fraco carácter moral”.
8. O preço médio de uma licenciatura numa universidade pública é 80 mil dólares.
O ensino superior é uma autêntica mina de ouro para os banqueiros. Virtualmente, todos os estudantes têm dívidas astronômicas, que, acrescidas de juros, levarão, em média, 15 anos para pagar. Durante esse período, os alunos tornam-se servos dos bancos e das suas dívidas, sendo muitas vezes forçados a contrair novos empréstimos para pagar os antigos e assim sobreviver. O sistema de servidão completa-se com a liberdade dos bancos de vender e comprar as dívidas dos alunos a seu bel prazer, sem o consentimento ou sequer o conhecimento do devedor. Num dia, deve-se dinheiro a um banco com uma taxa de juros e, no dia seguinte, pode-se dever dinheiro a um banco diferente com nova e mais elevada taxa de juro. Entre 1999 e 2012, a dívida total dos estudantes norte-americanos cresceu à marca dos 1,5 trilhões de dólares, elevando-se assustadores 500%.
9. Os EUA são o país do mundo com mais armas: para cada dez norte-americanos, há nove armas de fogo.
Não é de se espantar que os EUA levem o primeiro lugar na lista dos países com a maior coleção de armas. O que surpreende é a comparação com outras partes do mundo: no restante do planeta, há uma arma para cada dez pessoas. Nos Estados Unidos, nove para cada dez. Nos EUA podemos encontrar 5% de todas as pessoas do mundo e 30% de todas as armas, algo em torno de 275 milhões. Esta estatística tende a se elevar, já que os norte-americanos compram mais de metade de todas as armas fabricadas no mundo.
10. Há mais norte-americanos que acreditam no Diabo do que os que acreditam em Darwin.
A maioria dos norte-americanos são céticos. Pelo menos no que toca à teoria da evolução, já que apenas 40% dos norte-americanos acreditam nela. Já a existência de Satanás e do inferno soa perfeitamente plausível a mais de 60% dos norte-americanos. Esta radicalidade religiosa explica as “conversas diárias” do ex-presidente Bush com Deus e mesmo os comentários do ex-pré-candidato republicano Rick Santorum, que acusou acadêmicos norte-americanos de serem controlados por Satã.

Fonte: http://revistaforum.com.br/blog/2013/12/sonho-americano-conheca-10-fatos-chocantes-sobre-os-eua/eua-7/
 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Sobre os rolezinhos nos shoppings centers

Os Racionais Mc's, há mais de 20 anos já mostravam, através de seu rap "Fim de semana no parque", os motivos pelos quais hoje os jovens estão, através das redes sociais marcando encontros em shoppings, atormentando a elite que não gosta de se misturar com o povão da periferia, esquecendo que trata-se de um espaço público.
 
Segue abaixo a letra do rap dos Racionais Mc's:
 
Fim de semana no parque - Racionais Mc's (1993)

Chegou fim de semana todos querem diversão
Só alegria nós estamos no verão, mês de janeiro
São Paulo, zona sul
Todo mundo à vontade, calor céu azul
Eu quero aproveitar o sol
Encontrar os camaradas prum basquetebol
Não pega nada
Estou à 1 hora da minha quebrada
Logo mais, quero ver todos em paz
Um, dois, três carros na calçada
Feliz e agitada toda "prayboyzada"
As garagens abertas eles lavam os carros
Desperdiçam a água, eles fazem a festa
Vários estilos vagabundas, motocicletas
Coroa rico boca aberta, isca predileta
De verde florescente queimada sorridente
A mesma vaca loura circulando como sempre
Roda a banca dos playboys do Guarujá
Muitos manos se esquecem na minha não cresce
Sou assim e tô legal, até me leve a mal
Malicioso e realista sou eu Mano Brown
Me dê 4 bons motivos pra não ser
Olha o meu povo nas favelas e vai perceber
Daqui eu vejo uma caranga do ano
Toda equipada e um tiozinho guiando
Com seus filhos ao lado estão indo ao parque
Eufóricos brinquedos eletrônicos
Automaticamente eu imagino
A molecada lá da área como é que tá
Provavelmente correndo pra lá e pra cá
Jogando bola descalços nas ruas de terra
É, brincam do jeito que dá
Gritando palavrão é o jeito deles
Eles não têm videogame e às vezes nem televisão
Mas todos eles têm um dom São Cosme e São Damião
A única proteção
No último natal papai noel escondeu um brinquedo
Prateado, brilhava no meio do mato
Um menininho de 10 anos achou o presente
Era de ferro com 12 balas no pente
O fim de ano foi melhor pra muita gente
Eles também gostariam de ter bicicletas
De ver seu pai fazendo cooper tipo atleta
Gostam de ir ao parque e se divertir
E que alguém os ensinasse a dirigir
Mas eles só querem paz e mesmo assim é um sonho
Fim de semana no Parque Santo Antônio
Vamos passear no parque
Deixa o menino brincar
Fim de semana no parque
Vamos passear no parque
Vou rezar pra esse domingo não chover
Olha só aquele clube que dahora
Olha aquela quadra, olha aquele campo, olha
Olha quanta gente
Tem sorveteria, cinema, piscina quente
Olha quanto boy, olha quanta mina
Afoga essa vaca dentro da piscina
Tem corrida de kart dá pra ver
É igualzinho o que eu ví ontem na TV
Olha só aquele clube que dá hora,
Olha o pretinho vendo tudo do lado de fora
Nem se lembra do dinheiro que tem que levar
Do seu pai bem louco gritando dentro do bar
Nem se lembra de ontem, de hoje e o futuro
Ele apenas sonha através do muro...
Milhares de casas amontoadas
Ruas de terra esse é o morro, a minha área me espera
Gritaria na feira (vamos chegando!)
Pode crer eu gosto disso mais calor humano
Na periferia a alegria é igual
É quase meio dia a euforia é geral
É lá que moram meus irmãos, meus amigos
E a maioria por aqui se parece comigo
E eu também sou o bam, bam, bam e o que manda
O pessoal desde às 10 da manhã está no samba
Preste atenção no repique e atenção no acorde
(Como é que é Mano Brown?)
Pode crer pela ordem
A número, número 1 em baixa renda da cidade
Comunidade zona sul é, dignidade
Tem um corpo no escadão, a tiazinha desce o morro
Polícia a morte, polícia socorro
Aqui não vejo nenhum clube poliesportivo
Pra molecada frequentar, nenhum incentivo
O investimento no lazer é muito escasso
O centro comunitário é um fracasso
Mas aí, se quiser se destruir está no lugar certo
Tem bebida e cocaína sempre por perto
A cada esquina 100, 200 metros
Nem sempre é bom ser esperto
Schmith, Taurus, Rossi, Dreher ou Campari
Pronúncia agradável, estrago inevitável
Nomes estrangeiros que estão no nosso meio pra matar m.e.r.d.a.
Como se fosse ontem ainda me lembro
7 horas sábado 4 de dezembro
Uma bala uma moto com 2 imbecis
Mataram nosso mano que fazia o morro mais feliz
E indiretamente ainda faz, mano Rogério esteja em paz
Vigiando lá de cima
A molecada do Parque Regina
Vamos passear no parque
Deixa o menino brincar
Fim de semana no parque
Vamos passear no parque
Vou rezar pra esse domingo não chover
Tô cansado dessa porra de toda essa bobagem
Alcoolismo, vingança, treta, malandragem
Mãe angustiada, filho problemático
Famílias destruídas, fins de semana trágicos
O sistema quer isso, a molecada tem que aprender
Fim de semana no Parque Ipê
Vamos passear no parque
Deixa o menino brincar
Fim de semana no parque
Vamos passear no parque
Vou rezar pra esse domingo não chover

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Os 85 mais ricos do mundo têm o mesmo patrimônio de metade da população

Geografia Econômica

Oxfam afirma que a riqueza do 1% das pessoas mais ricas do mundo equivale a um total de R$ 256 trilhões 
Apesar da diminuição na última década, Oxfam afirma que desigualdade no Brasil e na América Latina ainda é grande.

Um relatório da ONG britânica Oxfam divulgado nesta segunda-feira (20) mostra que o patrimônio das 85 pessoas mais ricas do mundo equivale às posses de metade da população mundial.
Segundo o documento chamado Working for the Few ('Trabalhando Para Poucos', em tradução livre), as 85 pessoas mais ricas do mundo têm um patrimônio de US$ 1,7 trilhão, o que equivale ao patrimônio de 3,5 bilhões de pessoas, as mais pobres do mundo.
O relatório ainda afirma que a riqueza do 1% das pessoas mais ricas do mundo equivale a um total de US$ 110 trilhões, 65 vezes a riqueza total da metade mais pobre da população mundial.
A Oxfam observou em seu relatório que, nos últimos 25 anos, a riqueza ficou cada vez mais concentrada nas mãos de poucos.
'Este fenômeno global levou a uma situação na qual 1% das famílias do mundo são donas de quase metade (46%) da riqueza do mundo', afirmou o documento.
'No último ano, 210 pessoas se tornaram bilionárias, juntando-se a um seleto grupo de 1.426 indivíduos com um valor líquido combinado de US$ 5,4 trilhões', destaca o relatório.
'É chocante que no século 21 metade da população do mundo  3,5 bilhões de pessoas —não tenham mais do que a minúscula elite cujos números podem caber confortavelmente em um ônibus de dois andares', afirmou Winnie Byanyima, diretora-executiva da Oxfam.
Para Byanyima, 'em países desenvolvidos e em desenvolvimento estão cada vez mais vivendo em um mundo em que as taxas de juros mais baixas, a melhor saúde e educação e a oportunidade de influenciar estão sendo dadas não apenas para os ricos mas para os filhos deles também'.
'Sem um esforço concentrado para enfrentar a desigualdade, a cascata de privilégios e de desvantagens vai continuar pelas gerações. Em breve vamos viver em um mundo onde a igualdade de oportunidades é apenas um sonho', acrescentou.
Publicado dias antes do Fórum Econômico Mundial em Davos, o relatório detalha o impacto da crescente desigualdade em países desenvolvidos e outros em desenvolvimento.
América Latina e Brasil
O relatório da Oxfam apontou que alguns países, especialmente na América Latina, estão conseguindo ir contra esta tendência, diminuindo a desigualdade na última década.
'Entre os países do G20, as economias emergentes geralmente eram aquelas com maiores níveis de desigualdade (incluindo África do Sul, Brasil, México, Rússia, Argentina, China e Turquia) enquanto que os países desenvolvidos tendiam a ter níveis menores de desigualdade (França, Alemanha, Canadá, Itália e Austrália)', afirmou o documento.
'Mas até isto está mudando, e agora todos os países de alta renda do G20 (exceto a Coreia do Sul) estão vivendo o crescimento da desigualdade, enquanto o Brasil, México e Argentina estão vendo um declínio nos níveis de desigualdade.'
A Oxfam destaca o caso brasileiro, apontando que o país teve 'sucesso significativo na redução da desigualdade desde o início do novo século'.
'Em parte devido ao crescente gasto público social, uma ênfase no gasto com saúde pública e educação, um programa de transferência de renda de larga escala que impõe condições para o recebimento (Bolsa Família) e um aumento no salário mínimo que subiu mais de 50% em termos reais desde 2003', afirmou o relatório.
A Oxfam alerta que a 'democracia ainda é frágil e a desigualdade ainda é muito alta na região, mas a tendência mostra que problemas que eram insolúveis, as enormes disparidades de renda, podem na verdade ser enfrentados com intervenções políticas'.
Leis e paraísos fiscais
A Oxfam também fez uma pesquisa em seis países (Brasil, Espanha, Índia, África do Sul, Grã-Bretanha e Estados Unidos) e mostrou que a maioria dos entrevistados acredita que as leis são distorcidas para favorecer os ricos.
Entre os países pesquisados, a Oxfam destaca a Espanha, onde oito em cada dez pessoas concorda com essa afirmação sobre as leis.
A ONG também destaca outro grande problema relacionado ao dinheiro que não paga impostos, ficando em paraísos fiscais.
'Globalmente, os indivíduos e companhias mais ricos escondem trilhões de dólares dos impostos em uma rede de paraísos fiscais no mundo todo - estima-se que US$ 21 trilhões estão escondidos sem registros', informou a ONG em seu relatório.
Segundo a ONG, que vai enviar representantes a Davos, os participantes do Fórum Econômico Mundial têm o poder de reverter o aumento da desigualdade.
A Oxfam pede que os participantes do fórum se comprometam a não sonegar impostos em seus países ou em países onde têm investimento, não usar a riqueza econômica para conseguir favores políticos que prejudiquem a democracia, apoiar os impostos progressivos sobre patrimônio e renda, enfrentar o sigilo financeiro e sonegação de impostos entre outras recomendações.
Além disso, a ONG também recomenda o estabelecimento de uma meta global para acabar com a desigualdade econômica extrema em todos os países, uma regulamentação maior dos mercados para promover crescimento sustentável e igualitário e a diminuição dos poderes dos ricos de influenciar os processos políticos.
BBC Brasil

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Como bloquear tudo sobre BBB, no twitter e no facebook

Serviço de utilidade pública



Saiba como bloquear tudo sobre o Big Brother Brasil (BBB) no Twitter e Facebook

Há quatorze anos, o Brasil é invadido por uma febre chamada Big Brother Brasil. Se você não faz parte dessa legião de fãs, bloquear esse assunto no Twitter e Facebook é uma ótima opção para usuários do navegador Chrome.
Para isso, basta filtrar o conteúdo relacionado ao programa. Mas, como?
O primeiro passo é criar uma lista de palavras que estejam relacionadas ao reality-show. Termos comoBBB, Big Brother Brasil, Big Brother, BigBrother, BBB14, paredão, eliminação, prova do anjo, prova do líder, Big Fone, estalecas, casa de vidro, Pedro Bial, Bial, Boninho e os nomes ou apelidos dos participantes são ótimos para a filtragem fazer efeito.
Mas atenção: incluir o nome “André”, por exemplo, irá bloquear qualquer André. Assim como outros termos que podem estar relacionados a assuntos diversos. Avalie se isso valerá a pena.
1. A extensão Open Tweet Filter faz toda a coisa do Big Brother desaparecer da timeline do Twitter e ainda indica quais usuários foram bloqueados. Vá até o topo da página, do lado direito, clique em “Usar no Chrome”. Uma notificação aparecerá na tela e então você deve aceitar. Assim que instalado, vá até sua conta no Twitter, clique em Configurações > Filters e então acrescente os termos que quer bloquear.
2. Já a extensão No BBB promete bloquear o assunto tanto no Facebook quanto no Twitter. Para instalar, basta fazer o download e ir até o topo da página, do lado direito. Clique em “Usar no Chrome”. Uma notificação aparecerá na tela e então você deve aceitar. Depois de instalado, atualize a página. Um ícone da extensão aparecerá no canto superior direito, logo ao lado das Configurações. Clicando no ícone e depois em “Palavras”, você pode adicionar novos termos ao filtro.
Porém, estas extensões só estão disponíveis para o navegador do Google. O Feed Filter costumava ser o filtro de termos usado no Firefox, mas não está mais disponível na página de Add-ons da Mozilla. Alguns sites de download oferecem filtros, mas quem baixa estes programas corre risco de baixar algum malware.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Quatro anos após terremoto, 170 mil haitianos ainda vivem em acampamentos

Geografia da América Latina


Quatro anos depois da tragédia que deixou 220 mil mortos e 2,3 milhões de desabrigados, 171.974 pessoas ainda vivem em campos de desabrigados no Haiti, segundo a Anistia Internacional (AI). Em relatório, a entidade informa que a grande maioria dos acampados continua em péssimas condições sanitárias. O terremoto arrasou o país, que teve prédios públicos, hospitais, escolas e casas destruídos.
 
A tragédia ocorreu em 12 de janeiro de 2010, quando um terremoto de 7,3 graus na escala Richter e duas réplicas de menor magnitude atingiram o país mais pobre das Américas, gerando comoção mundial e reações por parte de organizações estrangeiras, de entidades civis e da comunidade internacional. Entre os mortos estão a médica Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, e 18 militares brasileiros, além do vice-representante especial do secretário-geral da ONU, Luiz Carlos da Costa.
 
O Brasil passou a ser um dos principais colaboradores dos trabalhos coordenado pela Organização das Nações Unidas no processo de reconstrução e capacitação profissional do Haiti e para redução da tragédia humanitária no país. A reorganização do Haiti ainda está em andamento e conta com o apoio de uma ação coordenada pelos Estados Unidos e pela comunidade internacional.
Além de ajudar na reconstrução do país, o Brasil é o maior fornecedor de tropas para a Missão de Paz das Nações Unidas (Minustah), que está no Haiti desde 2004. As tropas têm o objetivo de garantir a estabilidade e segurança do país. Os militares brasileiros trabalham também no desenvolvimento urbano com projetos de engenharia, como pavimentação de ruas e iluminação pública, além de projetos sociais.
 
O governo brasileiro investe ainda em projetos de cooperação técnica, especialmente na área de saúde, com a construção de três hospitais, dois laboratórios regionais, um centro de reabilitação, além da formação profissional de 2 mil agentes de saúde, no valor de US$ 70 milhões. O Brasil assinou ainda um acordo para a construção de uma usina hidroelétrica projetada pelo Exército Brasileiro, que fornecerá eletricidade para mais de 1 milhão de famílias. A usina fica a 60 quilômetros da capital, Porto Príncipe.
De acordo com a Anistia Internacional, existem 306 acampamentos que alojam desabrigados no país. Desse total, apenas 8% têm fornecimento de água; e 4%, gestão de resíduos. Apenas 54% (166) acampamentos têm banheiros, o que representa um vaso sanitário para cada 114 pessoas.
 
Essas condições, informa a AI, expõem os desabrigados a numerosas doenças. Desde o surto de cólera de outubro de 2010, houve 8.531 mortes provocadas pela doença. Para 2014, o Ministério da Saúde haitiano prevê 45 mil novos casos.
Além de lidarem com a precariedade sanitária, os acampados convivem com a ameaça de remoção dos acampamentos. De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), 11% dos campos de desabrigados haviam sido fechados à força até setembro de 2013, enquanto 45% da população nessas áreas estavam sob risco de despejo.
 
Segundo a OIM, 113.595 famílias de desabrigados foram realocadas em abrigos temporários, enquanto mais de 54.758 conseguiram se cadastrar em programas de subsídios de aluguéis, recebendo cerca de US$ 500 para alugar uma moradia durante um ano e US$ 125 para iniciar atividades geradoras de renda.
 
A Anistia Internacional, no entanto, questiona a capacidade de os beneficiários desses programas conseguirem se manter no longo prazo. De acordo com a entidade, uma avaliação de doadores internacionais constatou que 60% das famílias que recebem complementação para o aluguel acreditavam que não teriam recursos para manter a qualidade de acomodação após o fim dos subsídios. Além disso, 75% das pessoas que se mudaram após o fim dos contratos estavam morando em condições piores.

Fonte: http://www.sul21.com.br/jornal/quatro-anos-apos-terremoto-170-mil-haitianos-ainda-vivem-em-acampamentos/

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Operação kilowatt: Afastado diretor da Secretaria de Educação do RS

Afastado diretor da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul

Dirigente é um dos investigados pela operação Kilowatt

 
Claudio Somacal: Afastado para dar clareza às investigações
O diretor administrativo da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul, Cláudio Somacal, foi afastado na manhã desta segunda-feira. Com ele, já são sete pessoas que deixaram o cargo em decorrência das investigações da operação Kilowatt, deflagrada na quinta-feira. 

Na sexta-feira, o titular da Secretaria de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano do Rio Grande do Sul, secretário Luiz Carlos Busato, anunciou que três servidores investigados pela operação Kilowatt pediram afastamento dos cargos: o secretário adjunto da pasta, Germano Dalla Valentina (PTB); o diretor-geral da secretaria, Eli Pegoraro (PTB); e o diretor de Obras Públicas, Odir Baccarin.

Busato informou ainda que será aberta uma sindicância para apurar o suposto envolvimento dos servidores em irregularidades. Uma comissão composta por um procurador da Procuradoria Geral do Estado (PGR), um auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e três servidores da secretaria – um advogado, um engenheiro e um arquiteto – terão 30 dias para apurar as denúncias.
 
Como funcionava o esquema:

domingo, 12 de janeiro de 2014

Cinco razões para permanecer ou abandonar o Facebook

Facebook: do acesso facilitado à informação à superexposição



Com 1,19 bilhão de usuários ativos no mundo e um crescimento de 18% ao ano, o Facebook está longe de ser uma unanimidade. Razões não faltam para amar ou odiar a mais famosa rede social. Zero Hora fez uma enquete entre os leitores para descobrir as motivações dos internautas para permanecer interagindo com os amigos reais e virtuais, ou abandonar de vez as postagens e as curtidas na página de relacionamento. 
No último ano foi registrada uma migração de usuários para outros aplicativos, e países como Estados Unidos, Grã-Bretanha e França têm hoje menos pessoas conectadas à rede do que em 2012. Mas o crescimento ainda atinge países como Índia, México e Brasil. Veja a opinião dos leitores sobre os principais pontos positivos e negativos da rede social.
CINCO RAZÕES PARA FICAR NO Facebook
1. Acesso à informação
Um levantamento da Pew Research International, entidade sem fins lucrativos que analisa o impacto da internet nas famílias, comunidades e governos, mostrou que quase a metade dos usuários do Facebook acessa notícias pelo aplicativo. E aqueles que consomem informação permanecem mais tempo conectados do que os que usam apenas para publicar posts e fotos ou fazer atualizações pessoais. A pesquisa também mostrou que cerca de um terço dos novos usuários segue ou curte páginas de empresas de comunicação ou de jornalistas.
2. Contato com familiares distantes
Quem não achou aquele amigo dos tempos de escola ou retomou o contato com um primo distante? Os usuários da rede social tendem a se comunicar pelo Facebook com quem eles já convivem no dia a dia, e geralmente a interação com pessoas que moram longe ocorre por curtidas na foto ou comentários recém-postados. Apesar de não gerar uma relação de maior profundidade, a sensação é de que os contatos do Facebook acompanham a nossa vida, mesmo que de longe. E para quem se surpreende quando descobre amigos em comum e pensa em como o mundo é pequeno: somos 7 bilhões de pessoas no mundo, mas o número de conexões entre amigos dentro do Facebook chega a espantosos 150 bilhões.
3. Viagens virtuais
Há recursos mais completos disponíveis na internet para conhecer diferentes locais, como o Google Street View, mas geralmente se restringem a pontos mais populosos ou mais famosos. Por isso, as comunidades virtuais de cidades, museus e outros atrativos turísticos são excelentes pontos de partida para aprender mais sobre esses lugares e dá aquela sensação de poder visitar esses espaços, mesmo que à distância.
Jaqueline Ramires Saraiva: "Posso viajar sem sair de casa olhando as postagem dos estados e cidades que não conheço!"
4. Interação
A cada 60 segundos, 510 comentários são postados, 293 mil status são atualizados e 136 mil fotos são incluídas. O pico de atividades ocorre entre 13h e 15h, durante a semana. Por ser uma ferramenta multiplataforma que engloba gente do mundo todo, é muito comum haver usuários que se conhecem apenas virtualmente. São pessoas que geralmente têm afinidades e participam de grupos de discussão ou compartilham os mesmos gostos por música, livros ou algum artista e acabam se cruzando entre um post e outro.
5. Divulgação de trabalhos e produtos
A rede social se tornou uma importante ferramenta de divulgação para o pequeno e médio empresário. De acordo com Jairo Mandelbaum, diretor de operações da Onda Local, empresa especializada em marketing para mídias online, as recentes atualizações do Facebook têm oferecido um foco maior para os negócios locais, e permitem anúncios segmentados por interesses, sexo ou idade. Mas ele ressalta que é preciso manter contato com o usuário e sempre responder a dúvidas e reclamações, com informações atualizadas e fluxo constante de posts para mostrar que você está interagindo com seus clientes. Os posts patrocinados também têm presença marcante na rede: só entre junho de 2012 e maio de 2013, foram 7,5 milhões deles. Segundo Mandelbaum, essa invasão de anúncios veio para ficar.
Patrícia Xavier Ferreira: "Com o Face temos uma amplitude de divulgação, com um custo praticamente zero, já que praticamente só gasto com o valor da internet e o retorno é altamente satisfatório."
 
CINCO RAZÕES PARA DEIXAR O Facebook
1. Dependência da rede social
Cerca de 727 milhões de pessoas acessam o Facebook com uma frequência diária — quantidade 25% maior em relação a 2012 — e o tempo médio de visita é entre 18 e 20 minutos. A rede social pode, sim, viciar. De acordo com a psicóloga Aline Restano, do Grupo de Estudos em Adições Tecnológicas (Geat), cada comentário em fotos publicadas e cada curtida em postagens dos usuários geram pequenas sensações de prazer. Por isso, é comum que as pessoas acessem o sistema várias vezes ao dia.
— O Facebook é uma ferramenta muito ampla, oferece muitas fontes de prazer numa única rede social. A tendência é voltar e buscar esse prazer — diz Aline.
2. Ostentação
Nas redes sociais, todo mundo mostra o seu lado mais feliz e bonito, uma espécie de distorção de si mesmo. Para quem está bem emocionalmente e vê as fotos bacanas dos amigos e as conquistas que eles divulgam, isso não é um problema tão grande. Pode até dar aquela pontinha de inveja, mas nada além disso. Mas a psicóloga Aline Restano alerta que, se a pessoa está deprimida ou se sente desacreditada, ela tende a achar que aquilo é uma realidade distante para ela, o que pode gerar um sofrimento grande.
Juliano Castro: "Ao rolar as inofensivas páginas contemplando a beleza, a riqueza ou a popularidade alheia, o pensamento de inferioridade surge. Mas o que é Facebook senão seu usuários? Para combater os malefícios dele, a indicação é o bom senso e a utilização do filtro na escolha dos 'amigos'."
3. Falta de privacidade
Quando você aceita os termos de uso, está concordando com um contrato que impõe uma cessão de direitos. É como se os dados e as fotos que você publica passassem a ser de propriedade do Facebook, como explica José Carlos de Araújo Almeida Filho, professor da Universidade Federal Fluminense e presidente do Instituto Brasileiro de Direito Eletrônico. No acesso via smartphone, a invasão é ainda maior, já que é possível ter acesso as seus dados do aparelho, como localização e contatos.
— Temos problemas de violação de privacidade, apreensão de dados e de informações. Depositamos uma confiança muito grande na internet, mas por trás dessa máquina tem sempre um homem manipulando tudo. Estamos confortáveis e ao mesmo tempo reféns da tecnologia.
4. Perfis falsos
A cada segundo, cinco novos perfis são criados. A estimativa é que de existam cerca de 83 milhões de "falsos personagens" na rede. Os usos vão desde atitudes mais "inofensivas", como bisbilhotar a página de algum pretendente sem deixar rastros, até casos graves, de criminosos que acessam a rede para obter informações de usuários, ou de pedófilos que usam perfis falsos para atrair vítimas. Em setembro, um homem de 29 anos foi preso no interior de São Paulo por criar dois perfis falsos e uma agência fictícia para atrair meninas e adolescentes que queriam ser modelos.
5. Superexposição
Pessoas impulsivas e com sintomas de ansiedade tendem a se expor mais no Facebook. A publicação de um comentário gera uma sensação de alívio, como se alguém estivesse sempre presente naquele momento para escutar o que você está dizendo. Isso pode gerar um problema quando a pessoa tem variações de humor e se arrepende do que postou: apesar de poder apagar o texto da sua timeline, ele não é excluído simultaneamente do feed de notícias dos seus amigos.
Amanda Alves Ramos Motta: "Infelizmente para algumas pessoas o Facebook se tornou um diário. Tudo o que fizerem no dia vão detalhar no Facebook. As pessoas esquecem que tem uma vida lá fora."
 
ENTREVISTA
Howard Rheingold Professor da Univerdade de Stanford
"Cada vez mais as pessoas acreditam que o mundo online é apenas o Facebook"
Uma das referências mundiais em estudos sobre redes sociais e comunidades virtuais, o professor da Universidade de Stanford (EUA) Howard Rheingold começou ainda nos anos 1980 suas investigações sobre as revoluções sociais causadas pela internet. Um dos seus livros mais conhecidos é A Comunidade Virtual, de 1993. Seu mais novo lançamento é Netsmart, que discorre sobre o uso inteligente e produtivo das mídias sociais. Em entrevista por telefone, o escritor fala por que não conseguimos nos desligar do Facebook.
Zero Hora — Ainda não sabemos usar as redes sociais de maneira inteligente e prazerosa?
Howard Rheingold— É algo novo e complexo. Eles estão constantemente mudando suas políticas de privacidade. É preciso entender as configurações bastante complexas de privacidade para ter algum controle sobre a suas informações. O que me preocupa é que o Facebook tem o objetivo de SER a web. Isso não é bom.
ZH — Mas as próprias pessoas não estariam se expondo demais?
Rheingold — Cada vez mais as pessoas acreditam que o mundo online é apenas o Facebook. Quando se publica um conteúdo, ele pode ser restreado e encontrado por outros, e as pessoas não estão cientes disso. O Facebok não está se responsabilizando pela educação das pessoas.
ZH — Há pesquisas que apontam que os mais jovens estão se interessando por outras redes sociais. Eles não querem encontrar os pais na internet?
Rheingold — A presença dos pais no Facebook é determinante. Você age de uma maneira na frente dos seus amigos, e de modo diferente com os seus pais. As pessoas possuem contextos sociais diferentes. Hoje, esse contexto colapsou: seus pais e seus amigos veem as mesmas coisas na internet. Mas há o fator novidade: se o Facebook é algo que os pais usam e está aí há algum tempo, as novidades parecem mais atraentes.
Zero Hora— E por que não conseguimos sair do Facebook?
Rheingold— É muito atraente ver o que seus amigos estão fazendo e assistir vídeos fofos de gatos. As pessoas ainda não sabem controlar a atenção. Ter essse controle não é impossível, pode ser aprendido, mas não é ensinado. Eu acredito que é algo que deveria ser ensinado nas escolas.
 A timeline da rede social
Fevereiro de 2004 — O Facebook é criado por Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz, Chris Hughes e o brasileiro Eduardo Saverin, na época estudantes em Harvard.
Setembro de 2006 — A acesso é liberado a todos os internautas, e qualquer pessoa pode se cadastrar.
Fevereiro de 2009 — No aniversário de cinco anos, é lançado o botão "curtir".
Setembro de 2011 — Na comemoração do sétimo aniversário, é lançada a timeline.
Maio de 2012 — É lançada a oferta inicial de ações do Facebook na bolsa de valores, a um preço de US$ 38, o que rendeu 16 bilhões de dólares à companhia. Na época, a rede social foi avaliada em US$ 104 bilhões.
Outubro de 2012 — O Facebook atinge a marca de 1 bilhão de usuários