Geografizar é polemizar, desacomodar, fugir do senso comum. Estamos aí para isso.
terça-feira, 24 de março de 2015
Um pouco de cultura: Entendendo a diferença entre Inglaterra, Grã-Bretanha e Reino Unido.
Muita gente se confunde a respeito do significado de Grã- Bretanha, Reino Unido e Inglaterra, pensando que são a mesma coisa, quando na verdade não o são. Existem diferenças entre eles, que são explicadas logo abaixo:
INGLATERRA
É um país que tem como capital a cidade de Londres. Ao longo da história, a Inglaterra conseguiu se impor politicamente sobre alguns países vizinhos e passou a controlar um Estado batizado de Reino Unido (veja a seguir). No século 19, com a Inglaterra à frente, o Império Britânico se tornou um dos maiores da história, com uma extensão territorial equivalente a um quarto do planeta!
GRÃ-BRETANHA
É o nome da grande ilha onde ficam três países: Inglaterra, País de Gales e Escócia. Com quase 230 mil km2 de área, ela tem perto de 1000 km de comprimento de norte a sul e pouco menos de 500 km de leste a oeste. O termo “Grã-Bretanha” muitas vezes é usado como sinônimo de “Reino Unido” – o que não é inteiramente correto, pois um dos países que formam o Reino Unido não fica nessa ilha.
BRETANHA
O nome deriva da grande ilha onde fica a Inglaterra, mas, quando alguém menciona apenas “Bretanha”, está se referindo não a um território inglês, mas a uma região na França. A província da Bretanha é a maior área costeira francesa e tem como capital a cidade de Rennes. Por volta do século 6, essa região foi invadida por habitantes da atual Grã-Bretanha, os bretões, dando origem ao nome em comum.
REINO UNIDO
É um Estado formado por quatro países: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. A chefe de Estado é a rainha Elizabeth II e o de governo um primeiro-ministro, eleito por um Parlamento central, em Londres. Nas grandes questões de governo, como política econômica, quem manda é esse Parlamento. Mas Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte também têm assembleias nacionais, com certa autonomia para tratar de questões mais locais, como saúde.
ILHAS BRITÂNICAS
É um arquipélago formado por cerca de 5 mil ilhas. As duas maiores são a Grã-Bretanha e a ilha da Irlanda – onde ficam dois países, a Irlanda do Norte (membro do Reino Unido) e a República da Irlanda, também chamada de Eire (um Estado independente). Além das duas “grandalhonas”, fazem parte desse arquipélago milhares de ilhas menores, como as Órcades, Shetland, Hébridas, Man e ilhas do Canal (como Jersey), entre outras.
Fonte: http://modabynanis.blogspot.com.br/2011/04/um-pouco-de-cultura-entendendo.html
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Consulte a nota da sua escola no ranking do Enem 2013
ZH disponibiliza ferramenta de busca que indica notas por área do conhecimento, média das objetivas e da redação, além da posição no ranking nacional
Se o Rio Grande do Sul amarga ter ficado fora do ranking das cem melhores escolas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013, algumas instituições gaúchas podem comemorar a melhora de desempenho e a conquista de algumas posições.
Para checar em que lugar no ranking nacional a sua escola ficou e ver quais notas ela obteve, ZH preparou uma ferramenta de busca que permite olhar uma por uma.
Vale lembrar que os dados disponíveis são de estabelecimentos de ensino que tenham matriculados, no mínimo, 10 concluintes do Ensino Médio regular seriado e 50% de alunos participantes do Enem.
Acesse e consulte:
http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/12/consulte-a-nota-da-sua-escola-no-ranking-do-enem-4668633.html
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
RS tem seis cidades com maior participação do PIB no Brasil
Geografia Econômica
O Rio Grande do Sul tem seis municípios no ranking das cem cidades com maior participação do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil. Porto Alegre foi a melhor colocada, na sétima posição, seguida por Caxias do Sul (35º), Canoas (38º), Rio Grande (75º), Gravataí (88º) e Passo Fundo (98º). A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com órgãos estaduais e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Segundo a gerente da pesquisa do IBGE, Sheila Zani, a influência destas seis cidades é direta na avaliação do PIB no Estado. “Quanto mais cidade com PIB alto, mais economia o estado está gerando”, disse Sheila.
Triunfo, no entanto, que ficou em quarto lugar na lista dos maiores PIBs per capita, com R$ 230.483,69, demonstra que o Estado ainda tem uma distribuição desequilibrada da renda. “Se tudo fosse bem dividido no Rio Grande do Sul, estaria equilibrado. O média do PIB brasileiro é R$ 22.291. Se fosse equilibrado, o índice do Estado estaria perto desta média”, esclarece a pesquisadora.
De acordo com o IBGE, 30% dos municípios do Rio Grande do Sul apresentam PIBs per capita superiores ao nacional. O Estado tem 496 cidades e está em terceiro lugar no ranking dos Estados com mais municípios, de acordo com as unidades da Federação em 2012. Em primeiro lugar ficou Minas Gerais, com 853 cidades, e São Paulo, com 645. No total, o Brasil tem 5.565 municípios.
Fonte: http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/543793/RS-tem-seis-cidades-com-maior-participacao-do-PIB-no-Brasil
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Terremoto de magnitude 5,6 sacode o leste da Papua Nova Guiné
Um terremoto de magnitude 5,6 atingiu nesta terça-feira a ilha de Bougainville, no leste da Papua Nova Guiné, sem que as autoridades tenham informado sobre vítimas e danos materiais.
O epicentro do tremor foi localizado a dez quilômetros de profundidade, a 128 quilômetros a oeste de Panguna e a 132 a oeste de Arawa, ambas na ilha de Bougainville, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, sigla em inglês), que monitora a atividade sísmica em todo o mundo.
O Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico não emitiu nenhum aviso para o risco de ondas gigantes.
A ilha de Nova Guiné, cuja metade oeste pertence à Indonésia, está localizada sobre o "Anel de Fogo do Pacífico", uma área de grande atividade sísmica e vulcânica que é sacudida, todos os anos, por cerca de 7 mil tremores, a maioria deles moderados.
Um terremoto de magnitude 7 no Mar de Bismarck, ao leste da Papua Nova Guiné, provocou uma onda gigante em 1998 que arrasou dezenas de vilarejos e causou mais de 2,2 mil mortes, a maior tragédia na história da Papua Nova Guiné.
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Investigações aumentam ligações da gestão FHC à corrupção na Petrobras
Investigações aumentam ligações da gestão FHC à corrupção na Petrobras
Geografia política e politizada
Doa a quem doer...
Na sexta-feira (21), o ex-gerente da diretoria de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, depois de fazer acordo de delação premiada como forma de diminuir seu possível tempo de prisão, relatou em depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, que recebeu cerca de US$ 100 milhões em propinas por negócios escusos na Petrobras desde 1996, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Barusco se aposentou na Petrobras em 2010 e, a partir daí, foi diretor de Operações da Sete Brasil, empresa que tem contrato atualmente com a Petrobras.
Fazendo coro com Barusco, na mesma semana foi a vez de outro diretor, o lobista Fernando Antonio Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano, dizer à Polícia Federal que começou a fazer negócios com a Petrobras durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Contou Baiano, que, por volta do ano de 2000, celebrou contratos milionários com uma empresa espanhola, que na época o país vivia o apagão da energia e que a estatal buscava parceiros internacionais na área de produção de energia e gás para suprir a demanda. Ele disse também que conheceu Nestor Cerveró no governo Fernando Henrique. Na ocasião, segundo ele, Cerveró era um dos gerentes da Petrobras.
De acordo com uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo no ano de 2009, sob gestão de FHC a estatal usou decreto criado por ele mesmo para não aplicar a Lei de Licitações em parte dos contratos. Amparada por um decreto presidencial de 1998 e por decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), a Petrobras fechou acordos sem licitação de cerca de R$ 47 bilhões (valor não atualizados)
Somente entre 2001 e 2002, no mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), a Petrobras contratou cerca de R$ 25 bilhões sem licitações, em valores não atualizados.
Em 2009 teve uma CPI da Petrobras como agora. O requerimento foi de Álvaro Dias e recebeu assinaturas de apoio dos então senadores Demóstenes Torres (que era do DEM) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Na época ninguém entendeu o fato de, após alguns dias de funcionamento, a CPI criada por parlamentares do PSDB ter sido abandonada sem que nada fosse investigado. A comissão foi instalada em julho e acabou em novembro. Sérgio Guerra e Álvaro Dias, também do PSDB, abandonaram a comissão no fim de outubro.
Somente no mês passado todos conheceram o real motivo da desistência.
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato após decidir colaborar com o Ministério Público Federal, afirmou em depoimento que repassou propina no valor de R$ 10 milhões ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, para que ajudasse a esvaziar uma Comissão Parlamentar de Inquérito criada para investigar a Petrobras em 2009. Guerra era senador e integrava aquela CPI. Ele morreu em março deste ano e foi substituído por Aécio Neves no comando do PSDB.
Segundo depoimento de Costa, as empresas que prestam serviços à Petrobras tinham como objetivo nessa época encerrar logo as investigações da CPI , porque as empreiteiras temiam prejuízos. O PSDB sempre culpou o PT e Lula pelo fim da CPI. Um dos textos do site do PSDB publicado em março deste ano, traz o seguinte título: “Governo engavetou CPI da estatal em 2009” Agora sabemos que o PSDB atribuiu ao PT uma culpa que ele não teve
Junto a todos esses fatos, o dono da UTC, Ricardo Pessoa, disse em depoimento à Polícia Federal que tinha contato próximo com o arrecadador de campanha do PSDB, o Doutor Freitas, Sérgio de Silva Freitas, ex-executivo do Itaú que atuou na arrecadação de campanhas tucanas em 2010 e 2014 e que esteve com o empreiteiro na sede da UTC.
Ainda de acordo com o depoimento, o objetivo da visita do “doutor Freitas” foi receber recursos para a campanha presidencial de Aécio originadas de propinas entre construtoras que prestavam serviços à Petrobras.
Vale aqui recordar o comentário do jornalista da Rede Band, Ricardo Boechat – que pode ser taxado de tudo, menos de ser petista: “Fernando Henrique Cardoso está sendo oportunista quando diz que começa a sentir vergonha com a roubalheira ocorrida na gestão alheia. É o tipo de vergonha que tem memória controlada pelo tempo. A partir de um certo tempo para trás ou para frente você começa a sentir vergonha, porque o presidente Fernando Henrique Cardoso é um homem suficientemente experiente e bem informado para saber que na Petrobras se roubou durante o seu governo”
Fonte: http://www.sul21.com.br/jornal/investigacoes-aumentam-ligacoes-da-gestao-fhc-a-corrupcao-na-petrobras/
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Corrupção nos EUA: corrupção nas Forças Armadas torna-se recorrente
Segundo relatório de investigação, mais de 30 bilhões de dólares foram desviados durante a vigência das invasões e ocupações do Iraque e do Afeganistão
Pagamento de propina para a concessão de contratos, pedidos de material faturados e jamais entregues, esquema de corrupção com alcance internacional que chega, por vias indiretas, ao quintal do governo federal dos EUA. De novembro de 2005 a setembro de 2014, o Departamento de Justiça americano, equivalente ao Ministério da Justiça no Brasil, iniciou 237 processos de corrupção relacionados exclusivamente, para se usar o termo imortalizado pelo presidente Dwight Eisenhower, ao complexo militar-industrial da maior economia do planeta.
A comissão criada no Capitólio em 2008 para investigar os contratos realizados por Washington por conta das invasões e ocupações do Iraque e do Afeganistão estima que pelo menos 31 bilhões de dólares foram desviados em operações fraudulentas e malversações do dinheiro público no mesmo período. Em entrevista à agência de notícias Associated Press, a comandante da divisão criminal da Procuradoria-Geral da República americana, Leslie Caldwell, afirmou que os esquemas vão de pequenas quantias pagas a atravessadores no Afeganistão a centenas de milhares de dólares lucrados por grupos privados em contratos garantidos por meio de propina, e afirmou que a única maneira de combater o problema é a tolerância zero com a corrupção.
Um outro diretor da Procuradoria-Geral, Jack Smith, cujo departamento é focado no combate a casos de corrupção envolvendo políticos, afirmou à AP que há paralelos claros entre o que acontece no mundo dos representantes eleitos pela população e o universo militar americano. Nos EUA, os deputados federais e estaduais disputam eleições a cada dois anos, transformando a permanência no cargo em uma tarefa de tempo integral.
O financiamento privado de candidaturas (especialmente depois de duas decisões da Suprema Corte, de maioria conservadora, em janeiro de 2010 e em abril de 2014), jogaram por terra limites impostos em 1974 depois do escândalo de Watergate e ajudaram a aumentar o poder de fogo de corporações e milionários interessados em ajudar a eleger candidatos afinados com seus interesses. O lobby no âmbito militar lida com uma hierarquia muito mais rígida, cujo funcionamento pouco se alterou, de acordo com os processos citados pelos procuradores, na Washington dominada pelos republicanos até 2008 e pelos democratas a partir de janeiro de 2009. “Nos dois casos, o assaltado, obviamente, é o contribuinte. Não creio que ninguém se sentirá ofendido com essa comparação”, afirmou Smith.
Os casos de corrupção envolvendo as Forças Armadas americanas são, de acordo com os procuradores, desgraçadamente recorrentes. No mês passado, o capitão reformado Fabian Barrera foi condenado a três anos de confinamento depois de levar dos cofres públicos 181 mil dólares pelo recrutamento de mais de uma centena de cidadãos que jamais se integraram ao setor militar. O escândalo foi um dos responsáveis pela suspensão, há dois anos, do Programa de Assistência de Alistamento (G-RAP, na sigla em inglês), criado no governo Bush, que previa bônus de até 7,5 mil dólares para cada novo soldado alistado para a Guarda Nacional. Cerca de 200 oficiais e outros 1.200 civis foram implicados no esquema.
Em outubro, um oficial e outros quatro reformados da Guarda Nacional, incluindo um coronel, foram presos depois da descoberta de um esquema de propina para a contratação de material de propaganda no valor de 188 milhões de dólares. Nem o esquadrão de helicópteros que serve a Casa Branca escapou da onda de corrupção, com dois ex-fuzileiros navais e um civil acusados de fraudar a concorrência para a manutenção das unidades dedicadas a transportar o presidente Barack Obama, o vice Joe Biden e suas respectivas famílias.
Há um ano, um fornecedor destacado do sistema de defesa militar americano, o executivo Leonard Glenn Francis, do Glenn Marine Group, cuja sede é em Singapura, foi acusado de aumentar o valor de serviços prestados à Marinha americana em 10 milhões de dólares com a complacência de oficiais do próprio serviço de investigação criminal da força militar. De acordo com os procuradores, a corrupção não se deu apenas com a caixinha assegurada pelos militares. O agradecimento foi pago com a contratação de prostitutas e viagens em primeira classe para hotéis de luxo.
O montante desviado dos cofres públicos – em malversações realizadas tanto no exterior quanto no núcleo da burocracia militar americana – e a impressionante sequência de casos revelam, para a professora Laura Dickinson, da Universidade George Washington, especializada em legislação de segurança nacional, a falta de preparo dos EUA para monitorar a administração pública. Ao mesmo tempo, ela afirmou à AP, há uma clara ausência de mecanismos de punição severos o suficiente para coibir a corrupção nos mais variados setores da administração pública.
Reproduzida com destaque esta semana nos principais órgãos de imprensa dos EUA, a reportagem da AP também ofereceu combustível aos grupos à direita que pregam a diminuição do tamanho do Estado. Um dos nomes que se posicionam para a sucessão de Obama em 2016 no flanco republicano, o senador Rand Paul, favorito da ala autodenominada "libertária" da oposição, é um dos maiores defensores de cortes radicais no orçamento das Forças Armadas americanas como antídoto para a diminuição da corrupção no setor. O Departamento de Defesa informou que na última década tomou ciência da multiplicação de casos de corrupção nas Forças Armadas mais poderosas do planeta e investiu em mais treinamento de pessoal e no acompanhamento mais detalhado dos contratos firmados com prestadores de serviço.
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/internacional/corrupcao-nos-eua-5292.html?utm_content=buffer3bff6&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer
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