Google+ Followers

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

IBGE mostra crescimento do número de casais sem filhos no Brasil

Geografia do Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira, o estudo Síntese de Indicadores Sociais 2013. O levantamento, de 269 páginas, faz uma análise das condições de vida dos brasileiros, contemplando aspectos demográficos, arranjos familiares, domicílios, educação, saúde, trabalho e rendimento.
O conjunto de indicadores tem por objetivo conhecer a realidade do país, sobretudo para avaliar a qualidade de vida, os níveis de bem-estar, a efetivação dos direitos humanos e sociais, além de acesso a serviços bens e oportunidades.
"Entre 2002 e 2012, a sociedade brasileira passou por mudanças que produziram impactos significativos sobre as condições de vida da população", de acordo com o texto. A pesquisa fala que o dinamismo do mercado de trabalho se traduziu no crescimento da população ocupada e na formalização das relações de trabalho. O acesso de mais trabalhadores ao mercado de consumo reduziu os diferenciais de rendimento, diz o texto.
Consta no estudo que "a criação, ampliação e consolidação de um conjunto de políticas de transferência de renda voltadas para segmentos da população historicamente excluídos de medidas protetivas por parte do Estado contribuiu também para a redução nos indicadores de desigualdade de rendimento, acesso a programas e serviços de saúde na área de atenção básica e frequência escolar".
Confira alguns dados apresentados no estudo:
Famílias e domicílios
Quanto aos padrões da dinâmica familiar, observa-se que os brasileiros estão mais propensos a experimentar diferentes estruturas de família. Um dos reflexos é o crescimento da mulher na força de trabalho.
Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), foram encontrados 65,9 milhões de arranjos familiares em 2012, a maioria compostos por pessoas com parentesco (86,6%). Na comparação com 2002, destaca-se o crescimento da proporção de pessoas que vivem sós — em 10 anos, passou de 9,3% para 13,2%. Na Região Sul, o percentual de arranjos unipessoais é, conforme a pesquisa, dividido da seguinte forma: 44,9% por homens e 55,1% por mulheres.
Entre 2002 e 2012, reduziram os arranjos familiares constituídos por casal com filhos (52,7% para 45%) e aumentaram os casais sem filhos (14% para 19%). Nas famílias constituídas por mulher sem cônjuge com filhos, a proporção passou de 17,9% para 16,2% no mesmo período.
Aspectos demográficos
A distribuição da população por idade e sexo aponta para a tendência de envelhecimento. Em 2002, o estreitamento da base da pirâmide era um fenômeno real — os grupos de zero a quatro anos eram menores do que os grupos de 10 a 14 anos. Uma década depois, observou-se que o estreitamento da base da pirâmide se acentuou. A participação do grupo com até 24 anos passa de 47,4% em 2002 para 39,6% em 2012. Na faixa de 45 anos ou mais passou de 23% para 29,9% no mesmo período.
Nos indicadores de fecundidade, a taxa de fecundidade total (número médio de filhos que uma mulher teria ao fim do período reprodutivo) chegou 1,8 no ano passado. Os valores mais elevados foram observados no Acre (2,7) e os mais baixos no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, em São Paulo, Santa Catarina e no Distrito Federal (1,6).
Educação
Segundo a PNAD 2012, cresceu o acesso ao sistema educacional em comparação com 2002, principalmente em relação à Educação Infantil. Em 2012, a taxa de escolarização das crianças de zero a três anos e de quatro e cinco anos era de 21,2% e 78,2%. Em 2002, as proporções eram 11,7% e 56,7%.
No ano passado, 32,3% dos jovens de 18 a 24 anos não haviam concluído o Ensino Médio e não estavam estudando, uma queda de 8,8 pontos percentuais na última década. Houve uma queda de 3,2 pontos percentuais na taxa de analfabetismo entre as pessoas de 15 anos ou mais, reduzindo de 11,9% para 8,7% em 10 anos.
A taxa de frequência líquida a estabelecimentos de ensino no Rio Grande do Sul, em 2012, entre pessoas de seis a 24 anos é a seguinte (em %): 92,1 (seis a 14 anos, Ensino Fundamental), 53,6 (15 a 17 anos, Ensino Médio) e 19 (18 a 24 anos, Ensino Superior).
Trabalho
A partir de meados da década de 2000, o mercado de trabalho brasileiro apresentou um comportamento diferente de décadas anteriores — aumentou o número de trabalhadores no processo produtivo, diminuindo as taxas de desocupação. Porém, não ocorreram grandes mudanças quanto às características do desemprego: as maiores taxas estão entre mulheres e jovens.
Na última década, houve um aumento significativo da proporção de trabalhadores em ocupações formais. O índice passou de 44,6% em 2002 para 56,9% em 2012.
No Rio Grande do Sul, o rendimento médio das pessoas com 16 anos ou mais, ocupadas em trabalhos formais ou informais, é de R$ 1.512 (R$ 1.704 entre os homens e R$ 1.254 entre as mulheres).
Padrão de vida e distribuição de renda
Conforme a pesquisa, ao menos até 2008, o crescimento econômico e a consequente expansão quantitativa e qualitativa do emprego, no Brasil, são fatores provenientes tanto da economia mundial quanto da economia doméstica. Primeiro, devido à forte ampliação das exportações brasileiras — o que gerou aumento da participação no Produto Interno Bruto (PIB). A partir do último trimestre de 2008 e todo o ano de 2009, os reflexos da crise mundial foram mais intensamente observados (e disseminados), já que o cenário externo contribuiu negativamente para o crescimento do país.
Em consequência disso, o consumo doméstico prevaleceu na sustentação do mercado de trabalho no Brasil. Muito devido à política de recuperação do salário mínimo, além de medidas de expansão do crédito e da consolidação de programas sociais de transferência de renda, o que impulsionou o consumo das famílias.
Saúde
Conforme a meta internacional, o Brasil deve reduzir a mortalidade infantil — de 1990 a 2015 — para 17,9 óbitos para casa mil nascimentos. E os dados mostram essa tendência de redução. Já em 2010, por exemplo, chegou-se perto desse objetivo, com o número batendo na casa de 18,6 para casa nascido vivo.
Em comparação a 1990, houve gradativa e destacada evolução. Naquele ano, a mortalidade era de 53,7 óbitos para cada mil nascimentos. Ainda assim, há fortes diferenças regionais: na região Sul, o índice era de 15,5, enquanto que no Norte e no Nordeste, de 25,0 e 22,1, respectivamente.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A revolução da lei das cotas

A revolução da lei das cotas

Por: Juremir Machado da Silva
A hipocrisia domina o Brasil.
Tentamos fazer de conta que somos uma democracia racial.
Nunca fomos.
Somos sinuosamente excludentes.
A lei das cotas veio quebrar a hegemonia ardilosa da reprodução da desigualdade social graças ao preconceito e à educação como sistema de hierarquia. Contra essa ruptura no sistema dominante, os defensores da manutenção do modelo excludente invocam um universalismo abstrato da meritocracia. Pura conversa fiada ou senso comum travestido de princípio.
A lei das cotas raciais não é racial.
As cotas ditas sociais são um subterfúgio do reacionarismo para tentar frear essa quebra da hierarquia social baseada na educação como princípio do mérito a partir de oportunidades desiguais de preparação e de competição.
O Brasil vem mudando.
A Casa Grande vai, aos pouco, desabando.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

MEC libera notas das escolas com base no Enem 2012

MEC libera notas das escolas com base no Enem 2012

O Ministério da Educação (MEC) liberou, na tarde desta segunda-feira, a nota por escola com base no Enem de 2012. Os resultados são obtidos a partir do desempenho dos estudantes do terceiro ano do ensino médio de escolas públicas e particulares. Não foram consideradas escolas com menos de 10 alunos participantes do Enem.
As notas de cada instituição de ensino são calculadas conforme o resultado das provas dos estudantes. Ainda na tarde desta segunda-feira, o Ministro da Educação Aloizio Mercadante anunciou, em coletiva de imprensa, um pacto nacional pela valorização do Ensino Médio que prevê uma bolsa de R$ 200 para professores que fizerem cursos de qualificação. 

Confira aqui as notas das escolas de todo país
Fonte:zerohora.com

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Curiosidades geográficas

25 mapas que não nos ensinam na escola

1 - Período de Licença Maternidade nos países (salta a vista o fato de nos EUA não existir esse Período de Licença)
MapasEscola1
2 - Em branco, os únicos países que a Grã-Bretanha não invadiu
MapasEscola2
3 - Nomes mais comuns em cada país da Europa
MapasEscola3
4 - Rotas de aviões mais ocupadas
MapasEscola4
5 - McDonald’s ao redor do mundo
MapasEscola5
6 - Mapa do Consumo de álcool mundial
MapasEscola6
7 - As bebidas mais consumidas
MapasEscola7
8 - Profissionais mais bem pagos nos EUA
MapasEscola8
9 - Mapa de Bandeiras
MapasEscola9
10 - Países em vermelho dirigem do lado direito e em azul do lado esquerdo
MapasEscola10
11 - Os 7.000 rios que alimentam o Rio Mississipi
MapasEscola11
12 - Locais onde o Google Streeview está disponível
MapasEscola12
13 - Mapa de Terremotos desde 1898
MapasEscola13
14 - O mundo dividido em 7 Regiões, cada uma com 1 bilhão de habitantes
MapasEscola14
15 - Frequência de relâmpagos ao redor do mundo
MapasEscola15
16 - Risco Global de Água
MapasEscola16
17 –  Número de pesquisadores a cada 1 milhão de habitantes
MapasEscola17
18 - Média de idade da primeira relação sexual
MapasEscola18
19 - Mapa de importação e exportação de petróleo ao redor do mundo
MapasEscola19
20 - Mapa da vegetação no Mundo
MapasEscola20
21 - Apenas 2% da população Australiana vive na área colorida
MapasEscola21
22 - Como seria o Mapa Mundi de cabeça para baixo
MapasEscola22
23 - Mapa com os maiores índices de violações por suborno
MapasEscola23
24 - Fusos horários na Antártida
MapasEscola24
25 - Mais de metade do Planeta vive nesse círculo!
MapasEscola25

Dica das estudantes Mariana Andreolla e Gabriela Hartmann.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

20/11: Sobre negros, violência e salários

Passados 125 anos da abolição da escravatura e a realidade da maior parte dos negros no Brasil continua a ser a exclusão e a exploração. Esse sofrimento é refletido em números de homicídios, salários e de educação formal

No dia 20 de novembro comemora-se o Dia da Consciência Negra. Este ano o assunto tomou destaque por várias câmaras municipais terem votado a sua oficialização como feriado e ter sido anulado, tal como em Curitiba, com o TJ-PR derrubando a lei por pressão da Associação Comercial do Paraná (ACP), que alegou perda de lucros, se houvesse tal feriado.
Já se passaram 125 anos da abolição da escravatura, mas a sociedade brasileira ainda sofre com imensos resquícios de uma realidade onde o negro é excluído e ainda mais explorado, com os reflexos em números de homicídios, salários e de educação formal. Vejamos alguns números referentes a isto.

Os negros e a violência

Segundo o Mapa da Violência 2012, no ano de 2010, a quantidade de pessoas negras vítimas de homicídios foi de 71,1% do total, enquanto que o de brancas foi de 28,5%. Mas o que mais impressiona é o seu crescimento. De 2002 a 2010, os homicídios na população branca caíram 25,5%, enquanto que na população negra houve um crescimento de 35,3%.
Se formos para a população jovem, esta proporção continua parecida. Enquanto que a juventude branca teve um decréscimo de 33% nos homicídios, a juventude negra sofreu um crescimento de 23,4%.
Os estados, segundo o Mapa, onde apresentam maiores taxas de homicídios de negros, no Brasil, são Alagoas, Espírito Santo e Paraíba, respectivamente.



Os negros e os salários

Já neste ponto utilizarei os dados compilados no belo trabalho do DIEESE, lançado neste mês, chamado de “Os negros no mercado de trabalho” e que pode ser acessado em seu sítio.
Segundo este estudo, que utiliza os dados do PED, coletados pela própria entidade nas sete maiores metrópoles do país, enquanto que em 2012 os não negros tiveram uma taxa de desocupação de 9,2%, os negros tiveram 11,9%. Se fosse uma mulher negra a coisa estava ainda pior, pois a taxa subia para 14,1%.
Mas o que mais impressiona não é a diferença de desocupação, e sim a diferença salarial. Os não negros tiveram, no biênio 2011-2012, uma diferença salarial enorme. O rendimento dos negros equivaleu a 63,89% dos não-negros, como pode ser visto na tabela abaixo.
O mais assustador, nesta tabela, é que Salvador, uma das cidades com maior presença negra do país, é a que paga menos aos negros, relativamente aos brancos. O negro tem um rendimento de apenas 59,86% de um branco, na capital baiana!
Os negros ocupam, normalmente, postos de trabalho com menor remuneração, como a construção civil, enquanto que os brancos têm maior presença, por exemplo, no setor de indústria de transformação. Sem considerar, ainda, os cargos que ocupam dentro de cada setor. Para ilustrar, das capitais pesquisadas, só em Porto Alegre que verificou-se uma maior presença de não-negros na categoria “pedreiros, serventes, pintores, caiadores e trabalhadores braçais na construção”.
Outra variável explicativa pode ser o nível educacional. Segundo dados da Pnad 2011, enquanto que 35,8% dos estudantes entre 18 e 24 anos negros estavam no nível superior, para os brancos este número quase que dobrava, indo para 65,7%. Já para o ensino fundamental a relação era contrária, 11,8% para a população de estudantes nesta faixa-etária negra, e 4,5% da branca, o que demonstra o atraso educacional imensamente maior para os negros, relativo aos brancos.

Ainda parece ser pouco um dia da consciência negra

Diante de tantos números que comprovam que no Brasil o abismo entre negros e brancos ainda é enorme, é estranho causar polêmica um dia de luta contra tudo isto. Em um país de Danilos Gentilis e Rafinhas Bastos, que ainda demonstram seus primitivismos que denominam como comédia baseado em reproduções de racismo, homofobia, machismo e todas as opressões possível, é imediata a necessidade de uma data que seja exclusivamente dada ao combate do racismo.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

19/11 - Dia da Bandeira


História do Dia da Bandeira
O Dia da Bandeira foi criado no ano de 1889, através do decreto lei número 4, em homenagem a este símbolo máximo da pátria. Como nossa bandeira foi instituíta quatro dias após a Proclamação da República, comemoramos em 19 de novembro o Dia da Bandeira. 
Nesta data ocorrem, no Brasil, diversos eventos e comemorações cívicas nas escolas, órgãos governamentais, clubes e outros locais públicos. É o momento de lembrarmos e homenagearmos o símbolo que representa nossa pátria. Estas comemorações ocorrem, geralmente, acompanhadas do Hino à Bandeira. Este lindo hino ressalta a beleza e explica o significado da bandeira nacional.

Curiosidades sobre a bandeira brasileira:

- Quando várias bandeiras são hasteadas em nosso país, a brasileira deve ser a primeira a chegar no topo do mastro e a última a descer.

- Quando uma bandeira brasileira fica velha, suja ou rasgada, deve ser imediatamente substituída por uma nova. A bandeira velha deve ser recolhida a uma unidade militar, que providenciará a queima da mesma no dia 19 de novembro.

- Caso a bandeira fique hasteada no período noturno, ela deve ser iluminada.


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Tufão nas Filipinas

Ajuda humanitária às Filipinas é afetada por disputa geopolítica na Ásia

Maior tufão da História devastou as Filipinas

A mobilização internacional em torno da ajuda humanitária às vítimas do tufão Hayan nas Filipinas, que segundo autoridades locais já chegou a mais de 3.600 mortes, acabou sendo afetada pela disputa geopolítica na região do Pacífico asiático.
Enquanto os países vizinhos e as potências ocidentais se prontificaram a enviar milhões em ajuda financeira e toneladas de alimentos, remédios e recursos humanos, a China, que se encontra em disputa contra os Estados Unidos pelo controle político e econômico da região, teve uma atuação muito modesta, mesmo também sido afetada pelo tufão, que deixou quatro mortos e sete desaparecidos em sua região sul na segunda-feira (11).
Quando Hayan deixou as Filipinas, a União Europeia enviou 17,5 milhões de dólares em ajuda, o Japão aproximadamente 11 milhões, o Reino Unido 24 milhões e os Estados Unidos 20 milhões, além do envio do porta-aviões USS George Washington, 5 mil soldados e 80 veículos aéreos de transporte. A ONU conseguiu arrecadar 72 milhões de dólares para as vítimas. Já a China se comprometeu inicialmente com apenas 100 mil dólares, menos do que os 150 mil dólares doados pelo papa Francisco. Após críticas, a contribuição passou para 1,6 milhão, ainda inferior aos 2,9 milhões doados pela companhia sueca de móveis domésticos Ikea, por exemplo. Também foram enviadas tendsa e cobertores.
Há razões políticas que podem explicar essa diferença de tratamento, já que China e Filipinas estão envolvidas, juntamente com outros países, em disputas territoriais no Pacífico, que envolvem desde pequenos arquipélagos até zonas de pesca, rotas comerciais e a possibilidade de recursos naturais no subsolo.
Em janeiro, as Filipinas levaram a disputa contra a China pela soberania do recife Scarborough, na costa leste do país, para o Tribunal Internacional de Direito ao Mar, ligado à ONU. Pequim rejeita a ideia que o caso seja levado para tribunais internacionais, preferindo negociações bilaterais.
As Nações Unidas afirmaram que pelo menos 4.400 pessoas morreram na passagem de Haiyan pelas províncias centrais do arquipélago, enquanto os desabrigados chegam a 8 milhões de pessoas, números bem superiores ao anunciado pelo governo filipino.
A atitude chinesa foi defendida pela imprensa local, como em um editorial do Global Times, próximo ao PCCh (Partido Comunista Chinês), que pediu que fossem enviados navios de guerra ao território filipino. “As Forças Armadas deveriam ter papel mais relevante na diplomacia chinesa”. Para o jornal, a China como uma potência, não deveria se preocupar com a opinião internacional de que está fazendo pouco pelos filipinos.Por causa da disputa territorial, as Filipinas também deixaram claro que não permitem que um país adversário entre com veículos militares em seu território.
Para Li Haidong, professor associado da Universidade de Relações Exteriores da China, os EUA e o Japão podem ter mais intenções ocultas por trás da ajuda humanitária. “Com a ajuda prestada, o Japão tem como objetivo, em parte, ajudar os EUA a realizar sua estratégia geopolítica para a Ásia. Enquanto isso, os EUA podem manter suas boas relações com as Filipinas e, consequentemente, garantir o apoio do aliado posteriormente”, disse Li ao Global Times.
Nesta quinta-feira (16), pouco depois do desastre, o governo de Hong Kong chegou a pedir aumento de sanções econômicas aos filipinos em razão de uma crise de reféns ocorrida no arquipélago asiático em 2010, que culminou com a morte de oito pessoas da ex-dependência britânica, causando revolta entre a população local.
Enquanto isso, militares e especialistas de Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Canadá, Austrália, Japão, Coreia do Sul, Alemanha e Suécia continuam nesta sexta-feira os trabalhos de emergência. Helicópteros do USS George Washington continuam a levar ajuda a algumas das áreas mais afetadas, um destroyer britânico HMS Daring deve chegar ao porto filipino de Cebu , no fim de semana, levando uma tripulação de 200 soldados treinados para emergências humanitárias, bem como pacotes de ração e equipamentos de resgate.
As necessidades são colossais, com corpos de vítimas já em estado de decomposição que ainda precisam ser recolhidos e que estão espalhados pelas ruas das cidades atingidas. Além disso, dezenas de milhares de pessoas estão sem acesso a alimentos e água na região central do arquipélago.
Não por acaso, a marinha norte-americana descarregou na zona milhares de sacas de arroz e outros alimentos utilizando helicópteros Blackhawk que estão no porta-aviões.
O contratorpedeiro britânico HMS Daring, com capacidade de tornar potável uma grande quantidade de água, também se juntou aos trabalhos de ajuda com o apoio de aeronaves e será substituído mais adiante pelo porta-helicópteros inglês HMS Illustrious para expandir as operações.
A segurança para lidar com os constantes saques e a precariedade dos serviços de saúde, devido à destruição de grande parte dos hospitais e postos de saúde, são alguns dos problemas mais graves, sobretudo nas ilhas de Samar e Leyte.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Vestibular UFRGS 2014 - Número de candidatos por vaga

UFRGS divulga número de candidatos por vaga no vestibular 2014

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Comissão Permanente de Seleção (Coperse ) divulgou, nesta quarta-feira, a relação de candidatos por vaga do vestibular 2014. Os cinco cursos mais concorridos são Medicina (57,06 por vaga), Psicologia — diurno (20,45), Psicologia — noturno (18,07), Fisioterapia (15) e Jornalismo (14,98) — os mesmos do concurso de 2013, alternando posições.
A lista segue com Publicidade e Propaganda (14,78), Arquitetura e Urbanismo (14,75), Medicina Veterinária (13,42), Biomedicina (12,92), Direito — noturno (12,11) e Relações Internacionais (12,02). A lista completa está disponível no site da UFRGS.
Todos os cursos têm procura superior a um candidato por vaga. Os de menor densidade são Artes Visuais (licenciatura) com 1,41, Música com 1,45, Física (licenciatura) — diurno com 1,54, Física Computacional com 1,75 e Matemática (licenciatura) — noturno com 1,78. O concurso de 2014 tem 42.044 inscritos e oferecerá 5.461 vagas, em 89 cursos.
Aumento de candidatos cotistas
Em relação ao último concurso, houve um aumento de 37 vagas ofertadas, distribuídas entre os cursos de Engenharia Química (20), Engenharia Ambiental (cinco) e Engenharia de Produção (12).
Nas categorias de cotistas com renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio (categorias Ra e Rb), houve um aumento de 66% nas inscrições. Em 2014, são 8.296 inscritos, contra 4.989 em 2013. Na modalidade Ra (com renda familiar bruta mensal igual ou inferior a um salário mínimo e meio per capita), 6.588 candidatos concorrem às 446 vagas reservadas. Na Rb (com renda familiar bruta mensal igual ou inferior a um salário mínimo e meio per capita, autodeclarado negro, pardo ou indígena), são 1.708 concorrentes às 446 vagas. Os estudantes cotistas podem ser aprovados pelo acesso universal, dependendo de sua pontuação.
As outras categorias, de maior renda, têm um total de 9.897 inscritos, sendo 8.291 candidatos para as 399 vagas da categoria Rc (com renda familiar bruta mensal superior a um salário mínimo e meio per capita) e 1.606 concorrentes às 399 vagas da modalidade Rd (com renda familiar bruta mensal superior a um salário mínimo e meio per capita, autodeclarado negro, pardo ou indígena).
A UFRGS mantém a mesma reserva de vagas da política de Ações Afirmativas para 2014, com 30% das vagas de cada curso para cotas. Pelas ações afirmativas, concorrem 18.193 candidatos nas quatro modalidades (Ra, Rb, Rc e Rd). No total, são oferecidas 1.690 vagas para cotistas.
Procura em números absolutos
Sete cursos tiveram mais de 1 mil inscritos: Arquitetura e Urbanismo (1.623), Direito — diurno (1.695), Direito — noturno (1.843), Engenharia Civil (1.704), Engenharia Mecânica (1.031), Medicina (7.988), Medicina Veterinária (1.288).

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Médico brasileiro que atacava cubanos é preso por só bater ponto

Dr. Jetson Luís Franceschi chegava às 7h, estacionava seu BMW junto de uma Unidade Básica de Saúde, batia o ponto e saía para atender em sua clínica particular; no Facebook, atacava o programa do governo que leva médicos a regiões carentes do Brasil, alegando que "não faltam médicos, falta governo!"


Uma notícia lamentável. Um médico, que deveria trabalhar três horas por dia numa Unidade Básica de Saúde (UBA) do Paraná, não cumpria seu horário para atender seus clientes particulares. Enquanto isso, fazia duras críticas ao programa Mais Médicos, do governo, afirmando que há “incompetência do PT” e que “falta governo”, e não médicos no País. 
É triste ter de voltar a isso.
Mais uma denúncia, desta vez resultando em prisão em flagrante sobre um médico que só comparecia ao posto público de saúde onde “trabalhava” apenas para bater o ponto.
O Dr. Jetson Luís Franceschi chegava às sete da manhã, estacionava seu BMW, junto da Unidade Básica de Saúde do Bairro Faculdade, em Cascavel (PR), batia o ponto e saía para atender em sua clínica particular. Perto de dez da amanhã, voltava ao posto, passava algum tempo e saía.
Não fez isso eventualmente, para atender algum compromisso, uma emergência, como poderia acontecer e seria até compreensível.
Era sistemático, diário.
O mês inteiro.
Nela, quase todos os dias, posta fotos e textos atacando o “Mais Médicos”, o governo e a qualidade dos médicos estrangeiros, em especial os cubanos.
O Dr. Jetson pode ser um bom médico e tem o direito, querendo, de ser médico apenas em consultório particular.
Mas não tem o direito de ocupar “ausente” um lugar que precisa ser ocupado por alguém que possa estar presente para atender mulheres – e gestantes, ainda por cima.
E muito menos de criticar e agredir quem está disposto a fazê-lo.
Menos ainda de, com um caso destes, ajudar a formar na população um conceito sobre os médicos que eles – inclusive a maioria dos que são contra o Mais Médicos – não merecem.
O problema da saúde brasileira não é o de médicos “picaretas”. Muito do que dizem os adversários do Mais Médicos sobre precariedades na rede de Saúde é verdade e é um déficit histórico que vai custar a ser resolvido.
E um bons caminhos é que haja médicos nas Unidades Básicas de Saúde como aquela em que o Dr. Jetson deixava abandonada.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Achado fóssil de cigarras que morreram copulando 165 milhões de anos atrás

Descoberta de chineses lança luz sobre a evolução do comportamento de acasalamento de insetos


Cientistas chineses descobriram o fóssil mais antigo conhecido de um casal de insetos pegos em plena cópula, revelou um estudo publicado esta quarta-feira.
O fóssil com o macho e a fêmea de cigarrinhas-da-espuma (Philaenus spumarius), deitados um de frente para o outro, foi escavado no nordeste da China. Acredita-se que a peça tenha 165 milhões de anos, destacou a pesquisa publicada no periódico PLOS ONE.
– Ao acasalar, o órgão reprodutivo do macho é inserido dentro da fêmea – destacou o estudo chefiado por cientistas do Laboratório chave de Evolução dos Insetos e Mudanças Ambientais da Universidade Capital Normal em Pequim.
O fóssil raro revela "o registro mais antigo até agora de insetos copulando" e "lança luz sobre a evolução do comportamento de acasalamento no grupo dos insetos", acrescentou.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

ìndia na corrida espacial

Índia lança primeira missão espacial para Marte


Por R$ 163 milhões, operação pode colocar país no seleto grupo de nações que exploraram planeta vermelho

Foguete é lançado da ilha de Sriharikota, leste da Índia

A Índia lançou nesta terça-feira (5) sua primeira nave espacial para Marte, em um teste para a tecnologia de baixo custo do país asiático que pode ajudá-lo a ingressar num clube seleto de nações que conseguiram explorar o planeta vermelho.
A Missão Orbitadora Marte, que tem custo de US$ 73 milhões (R$ 163,8 milhões), decolou da costa sudeste indiana na tarde desta terça (horário local). Se a missão for bem-sucedida, o satélite vai levar cerca de 300 dias para chegar a Marte e vai buscar metano na atmosfera marciana.
Centenas de pessoas assistiram ao lançamento do foguete da ilha de Shiharikota. Outros milhões viram o foguete atravessar o céu ao vivo por transmissões de TV fornecidas pela Organização de Pesquisa Espacial Indiana.
"Esse é o nosso início modesto para nossa missão interplanetária", disse Deviprasad Karnik, porta-voz da Organização Indiana de Pesquisa Espacial.
Apenas EUA, Europa e União Soviética (1945-1990) conseguiram até agora enviar sondas que orbitaram ou pousaram em Marte.
Alguns questionaram o alto custo da operação em um país onde 1,2 bilhão de pessoas ainda lida com fome e pobreza. Mas o governo defendeu a missão Marte, e seu programa espacial de US$ 1 bilhão, afirmando que é importante fornecer empregos de ponta a cientistas e engenheiros para que os problemas terrenos sejam resolvidos.
Décadas de pesquisa espacial permitiram que a Índia desenvolvesse satélites, comunicações e tecnilogias que ajudam a resolver os problemas diários domésticos, desde a localização de cardumes para a pesca até a previsão de tempestades e inundações.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Fantástico e o racismo na Globo

Quadro do programa Fantástico exibiu episódio cujo tema é muito caro para a história da população negra no Brasil


A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil“, deveras sentenciou Joaquim Nabuco. Mas na versão global, ironicamente “inteligente”, ele diz: “O Brasil já é um país mestiço! E não vamos tolerar preconceito!”.
Nas últimas semanas escrevi dois textos sobre a relação entre meios de comunicação, publicidade e humor e a prática de racismo, o primeiro provocado por uma peça publicitária de divulgação do vestibular da PUC-PR e o segundo por conta de um programa de humor que ridicularizava as religiões de matriz africana. Hoje, graças a Rede Globo de televisão, retorno ao tema.
Neste domingo 3 de novembro o programa Fantástico, em seu quadro humorístico “O Baú do Baú do Fantástico”, exibiu um episódio cujo tema é muito caro para a história da população negra no Brasil.
Passado mais da metade do programa, eis que de repente surge a simpática Renata Vasconcellos. Sorriso estonteante ainda embriagado pela repentina promoção: “Vamos voltar no tempo agora, mas voltar muito: 13 de maio de 1888, no dia em que a Princesa Isabel aboliu a escravidão. Adivinha quem tava lá? Ele, o repórter da história, Bruno Mazzeo!”
O quadro, assinado por Bruno Mazzeo, Elisa Palatnik e Rosana Ferrão, faz uma sátira do momento histórico da abolição da escravidão no Brasil. Na “brincadeira” o repórter entrevista Joaquim Nabuco, importante abolicionista, apresentado como líder do movimento “NMS – Negros, mulatos e simpatizantes”!
Princesa Isabel também entrevistada, diz que os ex-escravos serão amparados pelo governo com programas como o “Bolsa Família Afrodescendente”, o “Bolsa Escola – o Senzalão da Educação” e com Palhoças Populares do programa “Minha Palhoça, minha vida”!
“Mas por enquanto a hora é de comemorar! Por isso eles (os ex-escravos) fazem festa e prometem dançar e cantar a noite inteira…” registra o repórter, quando o microfone é tomado por um homem negro que, festejando, passa a gritar: “É carnaval! É carnaval!”

O contexto

Não acredito que qualquer conteúdo seja veiculado por um dos maiores conglomerados de comunicação do mundo apenas por um acaso ou sem alguma intencionalidade para além da nobre missão de “informar” os milhões de telespectadores, ora com seus corpos e cérebros entregues aos prazeres educativos da TV brasileira em suas últimas horas de descanso antes da segunda feira – “dia de branco”.
E me perguntei: Por que – cargas d’água, a Rede Globo exibiria um conteúdo tão politicamente questionável? O que teria a ganhar com isso? Sequer estamos em maio! Que “gancho” ou motivação conjuntural haveria para justificar esse conteúdo?
Bom, estamos em novembro. Este é o mês reconhecido oficialmente como de celebração da Consciência Negra. É o mês em que a população a f r o d e s c e n d e n t e rememora, no dia 20, Zumbi dos Palmares, líder do mais famoso quilombo e personagem que figura no Livro de Aço como um dos Heróis Nacionais, no Panteão da Pátria. Relevante não?
Estamos também na véspera da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que começa nesta terça, dia 5 e segue até dia 7 de Novembro, em Brasília, momento ímpar de reflexão e debates sobre os rumos das ações governamentais relacionadas a busca de uma igualdade entre brancos e negros que jamais existiu no Brasil. Isso somado à conjuntura de denúncia de violência e assassinatos que tem como principais vítimas os jovens negros, essa Conferência se torna ainda mais importante.
Voltando ao Fantástico, evidente que há quem leia as cenas apenas como um mero quadro humorístico e como exagero de “nossa” parte. Mas daí surge novas perguntas:
Um regime de escravidão que durou 388 anos; Que custou o sequestro e o assassinato de aproximadamente 7 milhões de seres humanos africanos e outros tantos milhões de seus descendentes; e que fora amplamente denunciado como um dos maiores crimes de lesa-humanidade já vistos, deve/pode ser motivo de piadas?
Quantas cenas de “humor inteligente” relacionado ao holocausto; Ou às vítimas de Hiroshima e Nagasaki; Ou às vítimas do Word Trade Center ou – para ficar no Brasil – às vítimas do incêndio na Boate Kiss, assistiremos em nossas noites de domingo?
Ah, mas ex-escravizados festejando em carnaval a “liberdade” concebida pela áurea princesa boazinha, isso pode! E ainda com status de humor crítico e inteligente.
Minha professora Conceição Oliveira diria: “Racismo meu filho. Racismo!”.

A democratização dos meios de comunicação como forma de combate ao racismo

Uma das tarefas fundamentais dos meios de comunicação dirigidos pelas oligarquias e elites brasileiras tem sido a propagação direta e indireta – muitas vezes subliminar, do racismo. É preciso perceber o que está por trás da permanente degradação da imagem da população negra nesses espaços. Há um pensamento racista que é, ao mesmo tempo, reformulado, naturalizado e divulgado para a coletividade.
A arte em forma de publicidade, teledramaturgia, cinema e programas humorísticos são poderosos instrumentos de formação da mentalidade. O que vemos no Brasil, infelizmente, é esse poder a serviço do fomento a valores racistas e preconceituosos que, por sua vez, gera muita violência. A democratização dos meios de comunicação é fundamental para combater essa realidade. No mais, deixo duas perguntas ao governo federal e ao congresso nacional, dos quais devemos cobrar:
O uso de concessão pública para fins de depreciação, desvalorização da população negra e da prática do racismo, machismo, sexismo, homofobia e todos os tipos de discriminação e violência não são suficientes para colocar em risco a concessão destes veículos?
Por que Venezuela, Bolívia e Argentina, vizinhos latino-americanos, avançam no sentido de diminuir a concentração de poder de certos grupos de comunicação e no Brasil os privilégios para este setor só aumentam?
Tantas perguntas…

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

União Europeia completa 20 anos

Imersa em crise sem precedentes, União Europeia completa 20 anos de existência


Nesta sexta-feira (1°), a União Europeia completou 20 anos de existência imersa na maior crise de sua história. Passadas duas décadas, o processo de união monetária do bloco está sendo questionado, principalmente após os desdobramentos da turbulência econômica de 2008.
Segundo Thiago Rodrigues, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense, o momento atual do bloco é não só de crise financeira, mas, também, de tensão política. Para ele, os dois pilares que mantêm a coesão da União Europeia, as políticas financeiras e de defesa, estão fragilizados, uma vez que os principais atores do bloco divergem em termos que vão desde o apoio à Aliança Atlântica, em parceria com os Estados Unidos, até o suporte à invasão norte-americana no Iraque ou na Síria.
“As diferentes políticas de defesa e de relações exteriores dos Estados membros acendem um alerta para os otimistas que acreditavam na crescente harmonização do bloco”, afirma o especialista, ressaltando as decisões individuais de cada país, em detrimento das resoluções conjuntas.
Rodrigues aponta para o fato de a crise atual fazer florescer algumas práticas, como o racismo latente e os discursos protecionistas. “Há uma securitização extrema de temas como o da imigração, e políticas xenófobas que já existiam vem ganhando espaço justamente por unirem as diferentes nacionalidades do bloco no temor ao estrangeiro, ao extracomunitário”, relata o professor.
Ele também ressalta a existência de uma divisão interna à própria unidade. Romenos e búlgaros, por exemplo, são tratados como “sub cidadãos” dentro da comunidade da qual seus países de origem são membros legítimos, sofrendo preconceito e se submetendo a péssimas condições trabalhistas.
Desde 2008, a taxa de desemprego da União Europeia disparou, atingindo a marca de 10,6% em setembro de 2013. Na Grécia, um dos países mais afetados com o colapso financeiro, o contingente de desempregados chega a ultrapassar 25%, de acordo com o Eurostat.
O país é palco de diversos levantes sociais, nos quais os jovens questionam as políticas de austeridade impostas pela Alemanha, no comando da União, e aceitas passivamente pelo governo grego.
“Os levantes gregos explicitam a fissura existente no bloco, pois estes jovens estão questionando não apenas as políticas de austeridade, mas o próprio modo de organização da grande união liberal-capitalista”, afirma Rodrigues.
Bloco
O bloco foi constituído em 1º de novembro de 1993, a partir da CEE (Comunidade Econômica Europeia), criada após a Segunda Guerra Mundial, e é constituído atualmente por 28 países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Romênia e Suécia, sendo que somente 17 deles adotam o euro como moeda.
O livre-comércio é adotado desde 1968 entre os países da CEE. No entanto, somente após a assinatura e a vigência do Tratado de Maastricht o grupo passou a se chamar “União Europeia”. O Tratado estabelece normas relativas à política externa, à segurança e à cooperação em assuntos internos ao grupo, além de fornecer diretrizes para a moeda única.

As dez revoluções do Brasil contemporâneo

As dez revoluções do Brasil contemporâneo

Por Juremir Machado da Silva

Dez é um número cabalístico.
Nada como fazer listas de dez.
Aqui vai a lista das dez melhores coisas feitas, ampliadas, desenvolvidas, consolidadas ou disseminadas no Brasil do século XXI ou desde o final do século XX. Qualquer pessoa objetiva, sem rancor ideológico nem viés partidário, pode admitir isso. Só os muito reacionários e os roídos pelo ódio, motivado pela perda de privilégios ou pelo desejo de conservação de uma ordem injusta, não enxergam esse óbvio petulante, que chicoteia os empedernidos e enfurece os lacerdinhas. Todos esses avanços comportam falhas, limites, erros e brechas. Nada disso os invalida ou anula os efeitos extraordinários que produzem. Só quem anda  vendado pela ideologia não enxerga os vastos benefícios do que indicarei. Alguns rejeitam esses progressos por serem toupeiras ideológicas. Outros, por falta de inteligência. Outros, ainda, por uma espécie de perversidade. Querem sentir-se diferentes, acima, superiores, apostando tudo na lei do mais forte. É uma concepção simplista de vida, uma asneira disseminada como liberdade e brandida como verdade.
Eis a lista das grandes conquistas suprapartidárias dos últimos 13 anos:
1) Bolsa-Família (nada tem sido mais importante para o Brasil)
2) Cotas para não brancos nas universidades (nada tem sido mais eficaz para quebrar a hegemonia das elites brancas no ensino superior)
3) ProUni
4) Enem
5) Ciência sem Fronteiras
6) Transmissão ao vivo de sessões do STF
7) Fixação de um piso nacional para o magistério
8) Lei de Responsabilidade Fiscal (ano 2000)
9) Desconcentração, ainda tímida, de renda
10) Combate, ainda deficiente, à corrupção