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segunda-feira, 17 de março de 2014

Crimeia agora é russa!

Parlamento da Crimeia aprova adesão à Rússia e adota fuso horário e moeda de Moscou

Crimeanos comemoram em Sebastopol, a adesão à Rússia.

O Parlamento da Crimeia proclamou nesta segunda-feira a independência da península da Ucrânia e a nacionalização de todos os bens do Estado ucraniano em seu território, e pediu a união à Federação Russa.
Os 85 deputados aprovaram por unanimidade as medidas, após a vitória esmagadora (96,6%) dos partidários da adesão à Rússia em um referendo no domingo.
"A república da Crimeia pede às Nações Unidas e a todos os países do mundo seu reconhecimento como Estado independente", afirma o texto aprovado pelo Parlamento em Simferopol, capital do território.
"A Crimeia pede à Rússia que a aceite como um de seus membros", completa.
O documento afirma que as leis ucranianas não são mais aplicadas na Crimeia e que o governo de Kiev já não tem nenhuma autoridade sobre a península.
O primeiro-ministro da Crimeia, Serguei Axionov, anunciou uma alteração no fuso horário na península em 30 de março, que passará ao horário de Moscou (GMT+4), duas horas antes da hora de Kiev atualmente em vigor.
Anteriormente, Axionov havia anunciado que o período de transição de todas as instituições da Crimeia para a Rússia levaria pelo menos um ano.
O Parlamento anunciou ainda que o rublo é agora a moeda oficial da república separatista da Crimeia, mas a moeda ucraniana, a grivnia, poderá ser utilizada até 1º de janeiro de 2016.
Uma delegação do Parlamento da Crimeia viajará nesta segunda-feira a Moscou, onde o Parlamento russo pretende votar a integração da Crimeia à Federação Russa.
"Voamos para Moscou", anunciou Axionov no Twitter.
A nacionalização de todos os bens do Estado ucraniano na Crimeia pode incluir as bases militares cercadas desde o fim de fevereiro por civis pró-Moscou e soldados enviados pela Rússia.
No momento, o presidente do Parlamento da Crimeia, Volodimir Konstantinov, anunciou a dissolução de todas as unidades militares ucranianas com base na península.
"Aqueles (militares) que desejarem viver aqui poderão fazê-lo. Examinaremos a questão entre aqueles que prestarem juramento às novas autoridades", disse.
As autoridades de Simferopol indicaram antes do referendo que os soldados que desejarem permanecer leais a Kiev terão que abandonar a península. Os nascidos na Crimeia, depois de prestar juramento às novas autoridades, poderão continuar na região e incorporar-se ao exército russo.
Axionov escreveu no Twitter que pelo menos 500 soldados ucranianos teriam abandonado as bases na cidade portuária de Sebastopol, onde a Rússia mantém a base de sua frota do Mar Negro.
Para aumentar a tensão, o Parlamento ucraniano aprovou nesta segunda-feira a mobilização parcial das tropas para enfrentar a "ingerência da Rússia nos assuntos internos da Ucrânia".
No total, 275 deputados aprovaram a mobilização solicitada pelo presidente interino Olexander Turchynov em consequência do "agravamento da situação política no país (...) e da ingerência da Rússia nos assuntos internos da Ucrânia".
O ministro ucraniano da Defesa, Igor Teniukh, afirmou que as tropas do país permanecerão na Crimeia.
— Os militares mobilizados (na Crimeia) permanecerão no local — declarou o ministro durante uma entrevista coletiva.
Os deputados ucranianos também aprovaram a utilização de 6,9 bilhões de grivnias adicionais (530 milhões de euros) para garantir a capacidade de combate das Forças Armadas.
Trinta e três deputados não participaram na votação e nenhum votou contra a medida.
O referendo de domingo teve o apoio de 96,6% dos eleitores da península a esta adesão, em uma votação condenada pelos países ocidentais, que preparam novas sanções contra Moscou.
"Resultados definitivos do referendo -- 96,6% a favor!", escreveu o primeiro-ministro da Crimeia no Twitter.
O presidente interino da Ucrânia chamou o referendo de "grande farsa" decidida no Kremlin.
— A Rússia busca cobrir sua agressão na Crimeia com uma grande farsa chamada referendo, que jamais será reconhecida pela Ucrânia ou pelo mundo civilizado — declarou Turchynov aos deputados.
Um deputado do partido da ex-primeira-ministra Yulia Timoshenko ironizou "os resultados sensacionais" na Crimeia.
— Esperávamos 101%, levando em consideração a organização do referendo — declarou Mikola Tomenko durante a sessão parlamentar.
Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/mundo/noticia/2014/03/parlamento-da-crimeia-aprova-adesao-a-russia-e-adota-fuso-horario-e-moeda-de-moscou-4448577.html

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