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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Espaço sul-americano

Presidente do Equador quer consulta popular sobre eliminação de jornais impressos


O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou na segunda-feira (19) que pretende fazer uma consulta popular no país sobre a eliminação dos jornais diários impressos para evitar a derrubada de árvores. Em sua conta no Twitter, Correa reprovou as críticas que recebeu da imprensa após o anúncio de que pretende explorar uma jazida petrolífera do Parque Yasuní, na Amazônia equatoriana. “Agora os maiores ecologistas são os diários mercantilistas”, escreveu no Twitter.
Rafael Correa comentou a proposta de indígenas, políticos e ambientalistas de submeter a decisão de explorar o petróleo no parque à consulta popular. “Se vamos a consulta [sobre a exploração], proporemos também jornais diários somente digitais para economizar papel e evitar a derrubada indiscriminada de árvores”, levantou na rede social.
O parque é uma reserva mundial e não havia extração de petróleo no local. O projeto foi criado em 2007 na expectativa de que a comunidade internacional compensasse financeiramente a não exploração. O Parque Yasuní tem 20% das reservas estimadas de petróleo do Equador (920 milhões de barris) .
O presidente equatoriano também sugeriu que o tema está sendo “politizado” por grupos que querem derrotar o governo, manipulando jovens sobre o tema. Durante o programa Enlace Cidadão, ele também disse que a decisão de acabar com a iniciativa ambiental Yasuní “causou-lhe grande tristeza”
Pitaco do blogueiro:.
Óbvio que essa decisão, se aprovada, terá consequências políticas, mas qual decisão de governantes não as têm? Os opositores dirão que é uma medida para conter seus adversários políticos. Seus seguidores aprovarão com louvor essa medida. Enfim, essa é a política. Contudo, não se pode negar que, muitas promessas são feitas no que diz respeito a questão ambiental e pouco se faz na prática e essa atitude de Rafael Correa finalmente visa diretamente a preservação do meio ambiente. Aliás, jornais impressos cada vez mais, em nosso mundo atual, podem ser considerados obsoletos e antiecológicos.

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